A Perturbação de Oposição e Desafio (POD) é uma patologia com elevada prevalência em idade pediátrica e que tem consequências potencialmente comprometedoras para a criança/adolescente e para a sociedade. Caracteriza-se basicamente por um padrão recorrente e persistente de comportamentos negativos, desafiantes, desobedientes, vingativos e hostis, que se revelam particularmente perante as figuras de autoridade.
Perante um diagnóstico de POD, muitos pais ou cuidadores, já exaustos de tentarem levar a bom porto a tarefa árdua que é educar aquela criança, vêm no psicólogo o último recurso para que se dê o milagre tão desejado de a corrigir e de tornar pacifica a sua convivência nos diversos contextos em que se inclui, especialmente na família. Cabe-me desde já alertar os mais expectantes de que não existem soluções fáceis nem radicais ou milagrosas para ajudar a lidar com as dificuldades apresentadas por estas crianças/adolescentes e seus pais, cuidadores e pessoas mais próximas. No entanto, há muito que se pode fazer no sentido de melhorar as relações familiares e as relações da criança com os pares. Na base dessa melhoria relacional está a modificação do comportamento da criança, em particular o controlo dos seus impulsos. Para isso, um dos fatores de maior importância para o sucesso nesta difícil tarefa é a precocidade com que o problema é identificado e a intervenção é iniciada. Quanto mais cedo a criança for avaliada e quanto mais cedo se der inicio à intervenção terapêutica maior será a probabilidade de se obterem bons resultados. Continue a ler “Perturbação de Oposição e Desafio: O que fazer?”
O conceito de solidão tem vindo a ser estudado por diversas áreas do conhecimento cientifico e pode ser entendido sob várias perspectivas. É um conceito que envolve uma grande subjectividade uma vez que a solidão é sentida por cada um de forma particular, sendo também alvo de inúmeras definições e significados.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o problema da obesidade é um dos maiores desafios para a saúde pública deste século. Nos últimos vinte anos e de um modo mais ou menos global, as taxas de obesidade em crianças e adolescentes aumentaram significativamente. Dados recentes da Associação Portuguesa contra a Obesidade Infantil (APCOI) revelam que, mais de 30% das crianças e adolescentes portugueses têm excesso de peso ou são obesos.
Crianças com Perturbação Desafiante de Oposição (PDO) ou crianças com Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA) apresentam frequentemente comportamentos disfuncionais e difíceis de controlar.
Nos seres humanos, a capacidade de comunicar através da fala é inata, sendo aperfeiçoada e utilizada ao longo do seu desenvolvimento.
O toque físico pode ser tão agradável como necessário. Várias são as teorias que defendem que a estimulação pelo toque favorece o bem-estar físico e emocional dos indivíduos. O toque terapêutico, como por exemplo a massagem, constitui-se como uma ferramenta eficaz no alívio e tratamento de determinados sintomas físicos de doença. O abraço é uma forma especial de toque que pode contribuir para o aumento do bem-estar físico e emocional.
Por mais voltas que se dê, nos dias de hoje a Internet está presente em todos os contextos das nossas vidas, para o bem e para o mal. Se uns de nós temos mais facilidade em controlar a sua utilização e fazê-lo de forma adequada, outros terão tendência a deixar-se levar mais facilmente pela panóplia de temas e actividades a que ela nos dá acesso.
Nos tempos que correm, a Internet e tudo o que ela nos possibilita e facilita são de grande importância no nosso dia-a-dia. À semelhança de outras modernices, ficámos reféns da sua utilização e ela faz parte das nossas vidas, de um modo mais ou menos permanente. Mas até que ponto a nossa utilização da Internet e dos meios de comunicação electrónicos é funcional ou desajustada? As questões que se seguem, orientam para uma primeira abordagem no rastreio e avaliação dos problemas relacionados com dependência da Internet.
Sente que a Internet e a sua utilização estão a ocupar demasiado espaço e tempo na sua cabeça e na sua vida? Pensa constantemente em actividades online que já realizou ou sente-se frequentemente ansioso pela sessão online seguinte? Sente que tem necessidade de utilizar a Internet por períodos de tempo cada vez maiores, para se sentir satisfeito? Já tentou reduzir, controlar ou até mesmo parar de utilizar a Internet, sem que tenha conseguido? Sente-se agitado, mal-humorado, triste, ou irritado quando tenta diminuir ou parar a utilização da Internet? Fica online por mais tempo do que aquele que pretendia inicialmente? Já pôs em risco uma relação pessoal, o emprego, ou o seu desempenho escolar/académico, por causa do modo como utiliza a Internet? Já mentiu a familiares, terapeutas ou outras pessoas para esconder o quanto utiliza a Internet? E pense bem, usa a Internet como um escape para os seus problemas ou como forma de aliviar sentimentos de impotência, culpa, ansiedade, tristeza, solidão ou outros?