Perturbação de Pesadelos

PesadelosQuem é que nunca teve um pesadelo? E pesadelos recorrentes e perturbadores? Saiba que o Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM-5) classifica como Perturbação de Pesadelos a ocorrência repetida de sonhos prolongados, extremamente perturbadores e que são facilmente recordados após o despertar, envolvendo em geral esforços para evitar ameaças à sobrevivência, segurança ou integridade física.

Estes sonhos geralmente ocorrem na segunda metade do período principal do sono, sendo que ao despertar, o sujeito fica rapidamente orientado e alerta. Para que possa ser classificada como Perturbação de Pesadelos, esta deverá ainda ser causadora de um mal-estar clinicamente significativo ou disfunção numa das áreas do funcionamento individual (e. g. social, laboral, ocupacional) e os sintomas desta perturbação não poderão estar associados a efeitos causados pela utilização de algum medicamento ou pelo consumo de outro tipo de substâncias. Esta perturbação, à semelhança de muitas outras, pode estar associada a outras comorbilidades e pode ser classificada como ligeira, grave ou moderada no que diz respeito à gravidade e aguda, subaguda ou persistente, consoante a sua duração. Continue a ler “Perturbação de Pesadelos” →

Crianças expostas à violência

Crianças e violência

A violência está infelizmente muito presente na vida das crianças, sob várias formas e proveniente de origens diversas. Não é tarefa fácil eliminar todas as fontes de violência que possam dar às nossas crianças, exemplos de acções e reacções agressivas. Mas o que é afinal a violência e de que forma pode ela entrar na vida de uma criança?

A violência pode ser descrita como a utilização da agressividade, de forma intencional e excessiva, para ameaçar ou cometer uma acção que possa causar dano físico, emocional ou psicológico. A violência chega às crianças através das suas relações familiares, escolares e sociais. Muitas vezes os agressores estão dentro da própria família, mas as crianças também podem vivenciar situações violentas por observação de interacções entre vizinhos, pela televisão ou até mesmo pelos jogos ou livros de histórias infantis. Continue a ler “Crianças expostas à violência” →

Higiene do sono e qualidade do sono

Higiene do sonoOs comportamentos de higiene do sono são elementos do estilo de vida que influenciam de forma positiva ou negativa a qualidade do sono (LeBourgeois et al., 2005), ou seja, são essencialmente comportamentos que podem contribuir em benefício ou em prejuízo do sono.

Uma higiene de sono adequada inclui uma rotina na hora de deitar, dormir num ambiente confortável, sossegado e não poluído e a diminuição de comportamentos inibidores do sono, como é o caso do consumo de tabaco, cafeína e álcool antes de deitar. Faz ainda parte de uma boa higiene do sono, evitar envolver-se em actividades física, psicológica ou emocionalmente estimulantes, cerca de uma hora antes de deitar (Wolfson, 2002). Continue a ler “Higiene do sono e qualidade do sono” →

Perturbações do sono mais frequentes na adolescência

Dificuldades de sonoOs problemas de sono na adolescência são um fenómeno frequente e nem sempre transitório. Tendem a diminuir apenas marginalmente com a idade podendo tornar-se crónicos e exigir intervenção médica e psicológica (Fricke-Oerkermann, Pluck, Schredl, Heinz, Mitschke, Wiater et al., 2007).

Estes problemas, quando persistentes, podem levar a situações de stresse e a um pobre desempenho escolar ou ocupacional. A restrição aguda do sono leva a um aumento de respostas de afecto negativo como raiva, tristeza ou medo, influenciando as relações interpessoais (O’Brien & Mindell, 2005). No entanto, as dificuldades de sono em crianças e adolescentes são um tema que tende a ser negligenciado quer em contexto escolar, quer em contexto de saúde. Rosen, Zozula, Jahn & Carson (2001) referem que apenas 3% da população pediátrica com perturbações de sono está a ser diagnosticada correctamente e a ser tratada ou acompanhada por um profissional de saúde. Continue a ler “Perturbações do sono mais frequentes na adolescência” →

Terapia Cognitivo-Comportamental. O que é?

Terapia Cognitiva e ComportamentalA Terapia Cognitivo-Comportamental é uma abordagem específica, breve e focada no problema actual do cliente. Explica que o que nos afecta não são os acontecimentos em si mas sim a forma como os interpretamos é que vai influenciar, senão determinar, o modo como nos vamos sentir e comportar.

As terapias cognitivo-comportamentais têm por base vários modelos. O modelo de aprendizagem de competências, foca-se no desenvolvimento de reportórios adaptativos e competências específicas de autonomia, comunicação e relação interpessoal, bem como de autocontrolo e autorregulação emocional. O modelo de resolução de problemas ensina métodos para examinar os problemas e encontrar a melhor solução. Pensar alternativas, antecipar consequências, chegar a compromissos, ensaiar soluções, etc. Também o modelo de estruturação cognitiva tem o seu papel relevante na medida em que promove um funcionamento adaptativo, tanto comportamental como emocional, alterando os processos cognitivos disfuncionais. Permite identificar pensamentos, analisar a interligação de variáveis, analisar distorções da realidade e procurar interpretações mais realistas. Continue a ler “Terapia Cognitivo-Comportamental. O que é?” →

Tristeza e depressão

Tristeza e depressãoEstar deprimido significa estar triste? Não, tristeza e depressão não são a mesma coisa!

A tristeza é um sentimento normal. Já todos nós nos sentimos tristes alguma vez, sem que estivéssemos deprimidos. O sentimento de tristeza pode ter diversas causas, geralmente conhecidas e que podem estar relacionadas, entre outras, com a vivência ou a recordação de algo desagradável, como uma perda. A pessoa sabe porque é que está triste. Habitualmente é um sentimento passageiro, que se vai amenizando à medida que o tempo vai passando, não precisando de tratamento. Continue a ler “Tristeza e depressão” →

O Sono na adolescência

O Sono na Adolescência

Parece ser do conhecimento comum que os adolescentes não andam a dormir muito, nem muito bem, mas será que eles têm consciência disso e do impacto que os problemas de sono têm nas suas vidas?

Um estudo feito com jovens entre os 14 e os 20 anos de idade, sobre as crenças e conhecimentos dos adolescentes sobre o sono (Santos, G., 2016) mostra que os adolescentes têm um conhecimento adequado e coerente sobre o sono, em relação aos determinantes, consequentes e hábitos de higiene do sono, estando de modo geral em conformidade com o que vem descrito na literatura. No entanto parece haver uma tendência para uma generalização excessiva da frequência de dificuldades de sono, o que pode facilitar a sua banalização e a não implementação de estratégias remediativas ou de procura de ajuda. Continue a ler “O Sono na adolescência” →