Cyberbullying, a violência online

A violência online é qualquer tipo de comportamento agressivo, ameaça ou intimidação efetuado com recurso à internet, ou seja, pelas tecnologias, por meio de mensagens de telemóvel, email, website, Youtube ou redes sociais, com a intenção de magoar, humilhar, envergonhar, assustar ou ofender.

O cyberbullying é uma forma de bullying cometido através da internet e das novas tecnologias, em que alguém, habitualmente uma pessoa ou grupo conhecido da vítima, a procura ofender, amedrontar, envergonhar ou humilhar. Qualquer jovem é uma potencial vítima de cyberbullying. Isto pode acontecer por email ou por mensagens recebidas com ofensas, insultos ou ameaças. Estas mensagens podem assumir formas distintas, podendo conter vídeos ou fotografias comprometedoras, causadoras de vergonha e desconforto. As agressões podem incluir o roubo de passwords e dar acesso à caixa de correio eletrónico ou às redes sociais, permitindo a publicação abusiva e a informação ofensiva acerca da vítima ou dos seus familiares.

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POC! Será esse o meu problema?

A Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC) é uma doença do foro psiquiátrico que se caracteriza pela presença de obsessões, isto é, pensamentos, impulsos ou imagens mentais recorrentes e desagradáveis, e/ou compulsões, que são comportamentos repetitivos ou atos mentais que a pessoa se sente na obrigação de realizar em resposta às obsessões.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevalência da POC em Portugal é de cerca de 4%. Esta organização introduziu a POC na lista das dez condições mais debilitantes em todo o mundo, salientando-se deste modo a importância de um diagnóstico precoce e do entendimento da forma como a patologia se caracteriza clinicamente. Em termos de diagnóstico, os critérios estabelecidos pela American Psychiatric Association (APA) foram definido pela presença de dois dos principais componentes da POC, sendo estes a presença de obsessões e compulsões, que embora possam ser independentes, estão fortemente associados.

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Escola, brincar e aprender

A escola é parte integrante da vida da criança, e é em contexto escolar que ela passa muitas das horas do seu dia, em interações múltiplas, repletas de oportunidades de aprendizagem, socialização e crescimento.

A escolaridade obrigatória é um direito e um dever para todos os cidadãos com idades entre os 6 e os 18 anos. O Estado Português defende que os 12 anos de escolaridade são relevantes para o progresso social, económico e cultural da população e do país. Dentro da sala de aula, a criança aprende de forma estruturada as atividades e os conteúdos programáticos correspondentes ao ano que frequenta, no entanto, fora da sala de aula (e não menos importante), a criança experimenta diversas atividades e tem a possibilidade aprender através do brincar. Esta aprendizagem informal é de extrema importância a vários níveis, nomeadamente ao nível da socialização e desenvolvimento de competências relacionais.

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Escola, desempenho, socialização e (des)motivação

A Psicologia tem dado ao longo dos tempos um forte contributo para a melhoria do ensino e da aprendizagem em sala de aula. Sabe-se que o bem-estar emocional influencia positivamente o desempenho escolar, a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças e dos jovens.

O ensino e a aprendizagem estão intrinsecamente relacionados com fatores sociais e comportamentais do desenvolvimento, incluindo a cognição, a motivação, a interação social e a comunicação. Uma avaliação da saúde psicológica poderá ser de grande importância, não só em termos de prevenção, como no desenvolvimento de estratégias de intervenção, no sentido de melhorar o desempenho escolar e académico, as relações familiares e com os pares, e, consequentemente, a satisfação dos jovens com a vida. Promover o bem-estar emocional de crianças e jovens, irá certamente potenciar o sucesso da sua funcionalidade diária, bem como o sucesso do seu desempenho, tanto em sala de aula, como no restante ambiente escolar e não só…

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Consumo de álcool e suas tipologias

Portugal é um dos países europeus, onde o consumo de álcool por pessoa com mais de 15 anos é mais elevado (cerca 12.9 litros/ano).Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2014), entre os consumidores de álcool, quase 17% apresenta um consumo excessivo, perto de 10% um consumo de risco e aproximadamente 2% uma dependência do álcool.

Tem cada vez mais vindo a ser observada, uma relação entre o consumo de álcool e inúmeras doenças, com consequências graves tanto ao nível individual como social. O consumo de álcool está na origem de cerca de 6% das causas de morte, quer por acidentes rodoviários, por doenças cardiovasculares, doenças gastrointestinais, diabetes, cancro, traumatismos, morte fetal, cirrose, etc. (OMS, 2014). Um dos principais alvos da ação nefasta do álcool é o cérebro. Muitos são os estudos que comprovam que o álcool é neurotóxico, com efeitos diretos e prejudiciais sobre as células nervosas. Este facto é especialmente relevante nos adolescentes, levando em consideração que o completo desenvolvimento das estruturas cerebrais e a sua maturação ocorrem apenas por volta dos 25 anos.

Para além dos efeitos diretos do álcool no cérebro, também o restante sistema biológico, na infância e adolescência, não está ainda apto para degradar o álcool, sendo por isso o seu consumo, potenciador de défices cerebrais e neurocognitivos, com sérias consequências ao nível da aprendizagem e do desenvolvimento intelectual (memória, raciocínio, atenção, etc.). Tendo esta consciência, cabe-nos refletir acerca deste tema, acerca dos hábitos etílicos de alguns jovens, bem como sobre as consequências que este problema pode trazer, tanto ao nível da saúde física como da saúde mental e da forma como lhes pode afetar negativamente a funcionalidade nos vários contextos de vida.

O Psicólogo/a, enquanto especialista em comportamento humano, pode ter um papel importante na compreensão dos comportamentos relacionados com o consumo de álcool, das motivações para tais consumos e na consciência dos prejuízos a que estes podem estar sujeitos. Após uma cuidada avaliação, o psicólogo/a estará apto a, perante o perfil psicológico do jovem, desenhar um plano de intervenção levando em conta entre outros fatores, os processos de tomada de consciência e da disponibilidade para empreender esforços de mudança. A deteção precoce e uma avaliação compreensiva e não discriminatória deste tipo de problemas relacionados com o consumo de álcool, é sem dúvida um fator potenciador do sucesso do tratamento.

Podemos distinguir várias tipologias de consumo de álcool: consumo de baixo risco; consumo de risco; consumo nocivo e dependência, sendo que cada um destes tipos tem as suas especificidades. No caso do consumo de baixo risco, há um padrão de consumo que se associa a uma baixa incidência de problemas de saúde e sociais. A quantidade máxima de álcool ingerida e tolerada varia de acordo com o com o género, o consumo deve ser repartido nas principais refeições e de modo descontinuado (até 20 gramas de álcool/dia), sendo recomendado um consumo menor pelo género feminino e por pessoas com mais de 65 anos (10 gramas de álcool), sendo também aconselhável não beber, em pelo menos dois dias da semana.

Um consumo de risco implica um padrão de consumo ocasional ou continuado, que se persistir aumenta a probabilidade de ocorrência de consequências prejudiciais para o consumidor (entre 40 a 60g de álcool/dia para os homens e 20 – 40g de álcool/dia para mulheres). O consumo nocivo pressupõe danos à saúde, quer física quer mental, acompanhado ou não de consequências sociais negativas (mais de 60g de álcool/dia para o género masculino de mais de 40g de álcool/dia para o género feminino).

A dependência, caracteriza-se por um padrão de consumo que inclui um conjunto de fenómenos fisiológicos, cognitivos e comportamentais, que podem desenvolver-se após o consumo repetido de álcool. Nomeadamente o desejo intenso de consumir, o descontrolo sobre o consumo, a manutenção do consumo independentemente das consequências, uma alta prioridade dada aos consumos em detrimento de outras atividades e obrigações, o aumento da tolerância e os sintomas de privação quando o consumo é descontinuado. Importa ainda considerar a tipologia de “binge drinking” atendendo ao seu aumento nos últimos anos. Esta, consiste no consumo esporádico mas excessivo de 5 a 6 bebidas no homem e de 4 a 5 bebidas na mulher, numa única ocasião e num espaço de tempo limitado, estando associado a uma maior probabilidade de se sofrer consequências adversas.

Por fim, importa ainda alertar para o perigo do consumo de álcool em casos particulares como, mulheres grávidas ou a amamentar, indivíduos que vão conduzir ou operar máquinas, pessoas que estejam a tomar medicamentos ou em situação de doença ou com diagnóstico de dependência alcoólica. E claro, as bebidas alcoólicas não devem ser consumidas por menores de 18 anos, mesmo que com moderação. Fique atento a si e aos que lhe são próximos, e lembre-se que a sua autoavaliação e autoconsciência podem ser fundamentais para que dê um primeiro passo numa direção segura.

Procure ajuda especializada!

Fontes:

Ordem dos Psicólogos Portugueses (2016). Guia Orientador da intervenção psicológica nos problemas ligados ao álcool.

World Health Organization (2014). Global status report on alcohol and health. Geneva.

Chegou a época dos testes! Vou ter exame, ai agora…

O medo e a ansiedade são naturais ao ser humano, desempenhando um papel muito importante no comportamento e na sobrevivência. É porque temos medo que nos protegemos e nos defendemos dos perigos que percecionamos. No entanto, medo em excesso pode interferir de forma muito negativa na nossa vida, uma vez que nos pode comprometer a nossa funcionalidade.

 Em contexto escolar, a ansiedade dos alunos perante a perspetiva de um teste é um fenómeno particularmente difícil. A ansiedade gerada pela avaliação, ou seja, a ansiedade de desempenho, principalmente em contexto formal, como é o caso de testes e exames, ou até mesmo informal, como a leitura de uma poesia em família, é sempre mais ou menos perturbadora. Ser avaliado corresponde a uma situação complexa que reúne várias dimensões (cognitiva, emocional, fisiológica e comportamental). Em termos teóricos, a ansiedade de desempenho face a um teste pode assumir duas formas distintas: como traço ou como estado. Enquanto traço, a ansiedade corresponde a uma predisposição psicológica para reagir com o mesmo nível de ansiedade (alto ou baixo) a um conjunto indiscriminado de situações. Enquanto estado (ou sobrecarga) a ansiedade acontece em situações esporádicas, como um exame particularmente difícil ou para o qual o aluno não se sente devidamente preparado.

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Prevenção do bullying

Ensinar às crianças a lidar com o bullying é importante para toda a vida e pode mudar o seu futuro, uma vez que potencia uma vida mais tranquila, segura e feliz. A autoestima, o respeito mútuo, as necessidades sociais e os direitos fundamentais estão na base do desenvolvimento de ferramentas promotoras da compaixão e do reconhecimento.

O bullying é um fenómeno complexo uma vez que integra em si uma variedade de “motivos” que vão desde a aparência, o modo de vestir, as características físicas ou de personalidade, hábitos, modos de estar, enfim, uma diversidade de razões pelas quais o agressores agem contra as vítimas. É importante salientar que no bullying podemos encontrar agressores, vítimas e testemunhas, sendo que todas elas precisam de ajuda. Os pais são elementos fundamentais nos processos de bullying uma vez que devem estar atentos aos seus filhos de modo a poderem ajuda-los, reconhecendo a situação e não permitir que o seu filho continue a ser vítima de abuso, mas também monitorizando-se para que não sejam eles próprios promotores de comportamentos de bullying por parte dos seus filhos.

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Para quê ir ao psicólogo/a?

Por mais que se fale de saúde mental e da importância da mesma para a manutenção da qualidade de vida do indivíduo, parece haver ainda algum preconceito associado à procura de ajuda, nomeadamente de um psicólogo/a. Ideias pré-concebidas erróneas, podem dificultar a tomada de decisão na hora de procurar apoio, ainda que muito dele se possa necessitar.

Reconhece-se hoje em dia que, entre muitas outras patologias, a perturbação de ansiedade e a perturbação de depressão são as doenças do foro mental mais comuns, com elevada prevalência tanto em crianças e adolescentes, como em adultos e idosos. Em alguns casos, uma intervenção de caráter preventivo, pode fazer a diferença entre desenvolver a doença, por vezes até à cronicidade, ou aprender a lidar com a sintomatologia, impedindo que a doença evolua e se instale, comprometendo a funcionalidade e o bem-estar do indivíduo. Deste modo, é fundamental que o psicólogo/a seja visto como alguém que pode fazer a diferença, na vida de uma pessoa, de uma família ou de uma comunidade.

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Crianças e adolescentes online: como proteger?

Com a abrangência da internet e a diversidade de dispositivos à qual se pode aceder, as crianças e os adolescentes desta era digital, têm ao seu dispor plataformas e conteúdos, a qualquer hora e a partir de qualquer lugar. Queremos acreditar que na maioria dos casos, a ligação à internet proporciona oportunidades positivas e benefícios, no entanto, sabemos que oferece também riscos, aos quais devemos estar muito atentos.

A internet permite que estejamos ligados ao mundo, com tudo o que isso tem de positivo, mas também de negativo. Se por um lado, as crianças e adolescentes podem utilizar a internet para estudar, pesquisar e adquirir conhecimento, comunicar com os amigos, jogar e fazer atividades em grupo, partilhar fotos, enfim, um sem número de possibilidades de interação e socialização, por outro lado, têm também a possibilidade de “cair em armadilhas” que os podem conduzir a situações de perigo, que no limite, podem por em causa a sua integridade física e moral. A violência e os conteúdos de cariz sexual, são exemplos de riscos aos quais as crianças e jovens podem estar expostos através do acesso à internet, podendo estes ser alvo de exploração e abusos.

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Regresso às aulas: uma ansiedade natural

A ansiedade é uma reação comum e até certo ponto funcional, na vida de qualquer indivíduo, podendo manifestar-se por comportamentos de fuga ou evitamento. É normal que cada um de nós, em vários momentos da nossa existência, experienciemos o sentimento de ansiedade, sempre que avaliamos cognitivamente uma situação ou um acontecimento que consideramos importante.

O regresso às aulas é para a maioria crianças e jovens, um momento aguardado com alguma ansiedade.  Corresponde ao reinício de rotinas e tarefas, interrompidas pelo período de férias. Principalmente as crianças do primeiro ciclo, tendem a revelar uma grande vontade de recomeçar a escola e de rever colegas e professores, o que de um modo geral, nem sempre é vivido com o mesmo entusiasmo por parte dos adolescentes. De qualquer modo, o momento de se confrontarem com novos professores, distribuição de turmas e horários, bem como novas disciplinas e novas matérias, pode ser sempre acompanhado de alguma ansiedade e outras emoções intensas.

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