Assertividade – uma mais-valia na sua vida!

Comunicação assertivaA assertividade é uma competência social, que permite que o indivíduo defenda os seus direitos pessoais, expresse os seus pensamentos, sentimentos e crenças, de forma honesta, clara e adequada, ao mesmo tempo que respeita os direitos e opiniões dos outros. A comunicação assertiva promove uma melhor comunicação interpessoal e consequentemente relações pessoais mais gratificantes, maior realização pessoal e melhor qualidade de vida.

Cada indivíduo tem naturalmente o seu estilo próprio de comunicação. Uns mais passivos, outros mais agressivos, enfim, ser assertivo pode não ser propriamente uma característica inata comum mas com motivação e empenho, todos nós podemos aprender e treinar a assertividade e obter resultados surpreendentes ao nível dos relacionamentos, nos mais variados contextos de vida. Continue a ler “Assertividade – uma mais-valia na sua vida!”

Demência -uma realidade

IdososCom o aumento da esperança média de vida, temos na nossa população, cada vez mais pessoas velhas. Escrevo velhas em vez de idosas ou séniores, ou outra coisa qualquer, porque acredito que o que pode ser realmente ofensivo não é a palavra que usamos para nos referirmos aos que já viveram muitos anos, mas sim, o modo como os tratamos ou destratamos.

Se há cada vez mais velhos, as problemáticas que caracterizam esta faixa etária tendem a ser mais prevalentes. Se noutros tempos a maior parte das pessoas morria antes dos 75 anos, hoje em dia, houve já a necessidade de se estabelecer uma quarta idade, uma vez que há cada vez mais pessoas que ultrapassam a fasquia dos 90, bem como aqueles que chegam a centenários. Assim, se antigamente a demência era uma problemática que afectava alguns dos que se atreviam a chegar a velhos (salvo algumas excepções de doentes mais novos que também podem desenvolver a doença), hoje em dia, a probabilidade de se ficar demente aumenta com a possibilidade de se poder viver mais. Continue a ler “Demência -uma realidade”

As doenças, os factores de risco e o papel do psicólogo

Psicologia da saude e da doençaSegundo a Direcção Geral de Saúde (2016), as doenças com maior impacto na população portuguesa são: o cancro (18,5%), as doenças cardiovasculares (15,4%), os problemas de saúde mental e comportamental (8,9%), as doenças respiratórias (4,1%) e a diabetes (3,6%).

Para todas estas patologias, os factores de risco são um traço comum. Desde os hábitos alimentares, à hipertensão, passando pelo excesso de peso e os consumos excessivos de tabaco e álcool, todos estes comportamentos estão de algum modo relacionados com as referidas patologias mas também associados entre si. Daí se conclui que a prevenção da doença e a promoção da saúde deverá incidir na mudança comportamental para a implementação de hábitos de vida saudáveis. E qual é o papel do psicólogo a este nível? Continue a ler “As doenças, os factores de risco e o papel do psicólogo”

Ansiedade: crianças e adolescentes

MedoA ansiedade é uma emoção humana básica, que surge sempre que uma situação é interpretada como perigosa. Tem uma função adaptativa de protecção, isto é, serve para alertar o indivíduo para situações novas ou ameaçadoras e permitir a execução rápida de acções para lidar com essas situações. Estas acções incluem fuga, imobilidade, defesa agressiva, submissão, etc.

Nas crianças, ao longo do primeiro ano de vida, os medos mais comuns são os ruídos, as pessoas estranhas e a separação das figuras significativas, como por exemplo, os pais ou os seus substitutos. Na idade pré-escolar, o medo de estranhos e a separação das figuras de vinculação continuam a ser medos bastante frequentes, juntando-se a estes o medo de trovoadas e de animais. A partir dos 6 anos os acontecimentos sobrenaturais, as feridas e o sofrimento físico, as preocupações com a saúde ou a morte e os medos relacionados com o desempenho e a vivência escolar, passam a ter expressão significativa. Mais tarde, na adolescência, os jovens têm nos seus relacionamentos interpessoais, na autoimagem e nas questões relacionadas com a sexualidade, os seus maiores receios. Continue a ler “Ansiedade: crianças e adolescentes”

Obesidade na criança e no adolescente

obesidadeA prevalência de problemas de excesso de peso e obesidade, na infância e na adolescência, tem vindo a aumentar consideravelmente nas últimas décadas, tendo-se tornado num grave problema de saúde pública, não só em Portugal, mas também em muitos outros países da Europa e do mundo.

Importa diferenciar obesidade de excesso de peso, sendo que a Organização Mundial de Saúde (2007) Considera excesso de peso o aumento do peso corporal do indivíduo acima do seu peso normal em 10-20%, o que corresponde a um índice de massa corporal (IMC) entre 25-30 Kg/m2. Obesidade corresponde a um aumento do peso corporal do indivíduo superior a 20% do seu peso normal, por acumulação de gordura e que equivale a um IMC igual ou superior 30 Kg/m2, pondo em risco a sua saúde. As causas da obesidade são multifactoriais: factores biológicos, genéticos, comportamentais, ambientais e culturais influenciam o desenvolvimento desta condição. Embora a hereditariedade e a genética pareçam exercer uma grande influência no desenvolvimento da obesidade, os factores comportamentais, têm nos dias de hoje, muita relevância.
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Desempenho intelectual de nível inferior

Desempenho intelectualApós avaliação neuropsicológica, quando os pais se deparam com um resultado abaixo da média esperada para a faixa etária do seu filho, ou seja, quando a criança apresenta um desempenho intelectual de nível inferior, a reacção habitualmente é de preocupação.

Uma grande parte dos pedidos de avaliação neuropsicológica surgem por parte de pais ou professores de crianças, cujo desempenho escolar se revela baixo. Dificuldades na escrita e leitura, no cálculo e raciocínio matemático e até desajustes nas relações com os pares podem ser as razões apontadas para o pedido de avaliação cognitiva. A criança é orientada para um psicólogo, que após uma avaliação funcional nos seus diversos contextos de vida, complementa a sua avaliação, habitualmente através da aplicação de uma bateria de provas de avaliação cognitiva, adaptadas, validadas e aferidas para a população na qual essa criança se insere. Continue a ler “Desempenho intelectual de nível inferior”

Os pais e o seu envolvimento na intervenção psicológica dos filhos

 

PediatriaEm psicologia clínica pediátrica, o papel dos pais ou de outros cuidadores que os substituam, assume uma importância extrema em termos do sucesso da intervenção.

Começando pela consulta de triagem, pelo menos um dos pais procura ajuda psicológica por verificar alguma alteração preocupante no comportamento da criança ou por vezes, por ele próprio sentir que está com dificuldade em lidar, com uma ou mais áreas funcionais que envolvem a sua tarefa de cuidador. É importante que as dificuldades ou os motivos que levam à busca de ajuda, sejam bem esclarecidos, no sentido de se orientar a avaliação do caso, de uma forma detalhada, completa e adequada. Continue a ler “Os pais e o seu envolvimento na intervenção psicológica dos filhos”

As crianças e os meios electrónicos de comunicação

Dispositivos eletrònicosA presença dos meios electrónicos de comunicação na vida das nossas crianças é hoje em dia uma inevitabilidade. A televisão, o tablet, o computador e o telemóvel, são presenças assíduas na vida dos nossos filhos desde cedo. Estes dispositivos são frequentemente diabolizados, mas podem ter uma utilização útil e favorável se disponibilizados de forma equilibrada, como tudo na vida. Tornar-mo-nos reféns deles ou pior ainda, tornar as crianças dependentes desses meios é que me parece perigoso e desadequado e com efeitos prejudiciais, quer a curto, quer a longo prazo.

O que me parece preocupante é o facto de as crianças, a partir dos 2 anos, passarem cada vez mais tempo a ver televisão, a jogar e a interagir com a máquina, por vezes em detrimento de outras actividades mais saudáveis, do ponto de vista físico e social. Muitos dos conteúdos aos quais as crianças têm acesso fácil são violentos e desadequados. Ora, se as crianças aprendem por imitação, não é difícil entender que a probabilidade de aprenderem comportamentos agressivos através desses conteúdos e de os reproduzir é elevada. Usar a violência quando acontece algo que os contraria, ser agressivo para ganhar a alguém e usar a força física para resolver um problema, não é com certeza o modelo que queremos para os nossos filhos. Continue a ler “As crianças e os meios electrónicos de comunicação”

Crianças expostas à violência

Crianças e violência

A violência está infelizmente muito presente na vida das crianças, sob várias formas e proveniente de origens diversas. Não é tarefa fácil eliminar todas as fontes de violência que possam dar às nossas crianças, exemplos de acções e reacções agressivas. Mas o que é afinal a violência e de que forma pode ela entrar na vida de uma criança?

A violência pode ser descrita como a utilização da agressividade, de forma intencional e excessiva, para ameaçar ou cometer uma acção que possa causar dano físico, emocional ou psicológico. A violência chega às crianças através das suas relações familiares, escolares e sociais. Muitas vezes os agressores estão dentro da própria família, mas as crianças também podem vivenciar situações violentas por observação de interacções entre vizinhos, pela televisão ou até mesmo pelos jogos ou livros de histórias infantis. Continue a ler “Crianças expostas à violência”

Avaliação funcional do idoso

Avaliação idososA velhice normal pode ser entendida como um estado em que não há doença física ou psicológica, apesar de se constituir como um processo progressivo e irreversível, que afecta a capacidade de adaptação do indivíduo e do seu organismo às actividades de vida diária e ao contexto.

A velhice patológica é caracterizada por doenças, muitas vezes crónicas, que comprometem essa mesma capacidade de adaptação do idoso, impedindo por vezes o controlo da sua própria vida e a manutenção da sua autonomia e independência. Se no idoso se observarem capacidades psicológicas e biológicas que permitem uma adaptação satisfatória às suas vivências pessoais e sociais, podemos dizer que está num processo de envelhecimento óptimo. Continue a ler “Avaliação funcional do idoso”