A hipocondria, actualmente denominada de Perturbação de Ansiedade de Doença, é uma doença imaginária que causa sofrimento real no indivíduo. Habitualmente desvalorizada, esta perturbação é vulgarmente referida como a mania das doenças. A pessoa que sofre deste problema é muitas vezes ignorada e as suas queixas são banalizadas pelos outros, no entanto o seu sofrimento é uma realidade.
A Perturbação de Ansiedade de Doença é uma doença do foro psiquiátrico que vem descrita e enquadrada no Manual de Diagnóstico e Estatística das Doenças Mentais (DSM-V) como uma perturbação de ansiedade. A denominação hipocondria foi excluída do referido manual, em grande parte devido ao carácter pejorativo com o qual o diagnóstico era recebido. Esta perturbação está classificada como uma perturbação de sintomas somáticos, no entanto, apenas se aplica a uma minoria de casos. Envolve uma preocupação em ter ou vir a contrair uma doença grave e embora o indivíduo possa apresentar sintomas, estes são normalmente ligeiros e a avaliação médica não consegue identificar uma condição médica que os justifique.
O sofrimento destas pessoas advém do medo e da ansiedade que apresentam pela crença ou suspeição de terem uma doença grave e não da queixa física em si. Quando há de facto uma condição médica diagnosticada, o sofrimento que referem e o medo e ansiedade que apresentam é excessivo e desproporcionado em relação à gravidade dessa mesma condição. Os indivíduos com Perturbação de Ansiedade de Doença ficam facilmente assustados em situações como lerem ou ouvirem uma notícia sobre uma determinada doença ou terem conhecimento de que alguém conhecido está doente. Continue a ler “Hipocondria ou a mania das doenças?”
A velhice normal pode ser entendida como um estado em que não há doença física ou psicológica, apesar de se constituir como um processo progressivo e irreversível, que afecta a capacidade de adaptação do indivíduo e do seu organismo às actividades de vida diária e ao contexto.
Os seis anos são uma idade muito importante na vida de uma criança e na vida da sua família, uma vez que é por norma a idade da entrada para a escola, ou seja, para o primeiro ano do ensino básico.
As crianças em idade pré-escolar (3 aos 5 anos) encontram-se num período do seu desenvolvimento motor, cognitivo e social, caracterizado por grandes mudanças. Estas mudanças que se manifestam através do pensamento e do comportamento da criança deverão ser apoiadas e acompanhadas com particular atenção por parte dos pais, cuidadores e educadores.
A partir dos 18 meses as crianças apresentam um desenvolvimento e uma evolução enormes. Após a aquisição da marcha e da fala, as crianças a partir do ano e meio passam a ter já competências cognitivas e sociais que lhes permitem uma maior interacção com os outros.
Lidar com o choro dos nossos filhos pequenos pode por vezes ser um grande desafio nas nossas vidas. É sem dúvida um teste à nossa paciência e à nossa capacidade de entender e responder de forma adequada a esse mesmo desafio.
O ser humano tem desde que nasce, a necessidade de comunicar com os outros. Comunicar é uma capacidade que se vai desenvolvendo ao longo da vida e que se vai aprimorando com a aquisição da linguagem falada, depois a escrita e também através da linguagem corporal, tão rica e tão clara que por vezes torna as palavras dispensáveis.
A dislexia é uma dificuldade significativa na escrita e na leitura (descodificação das palavras) e que tem na sua génese um défice a nível do sistema fonológico.
Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico das Doenças Mentais (DSM V), o mutismo selectivo traduz-se na incapacidade persistente do indivíduo para falar em situações sociais específicas, nas quais se espera que o faça (ex. na escola), apesar de conseguir falar noutras situações.