Crianças à mesa…

Crianças à mesa

Quem é que nunca ouviu alguém dizer, ou não disse já, que a sua criança é muito “má para comer”? Pois é, há crianças com as quais as horas das refeições são uma autêntica dor de cabeça. O almoço e o jantar podem mesmo constituir momentos de grande stresse familiar.

Por vezes, a criança começa por não querer deixar o que está a fazer para ir comer. Depois, mostra dificuldade em se sentar à mesa de forma adequada e pior ainda, recusa-se permanecer à mesa durante toda a refeição. E quem nunca caiu na tentação de colocar a criança em frente do televisor ou do tablet para que fique distraída e lá vá comendo a sopa? Enfim, um problema, já para não falar da sujidade que algumas crianças fazem com a comida e que leva os pais a ficarem “à beira de um ataque de nervos”, ou as que deixam a comida toda no prato…

Pois bem, se se revê em alguma destas situações, tente ficar calmo e saiba em primeiro lugar que não está sozinho, e em segundo lugar que há estratégias que podem ajudar a evitar algumas destas situações. O melhor mesmo é começar por entender o que se passa com a sua criança em termos de desenvolvimento. Continue a ler “Crianças à mesa…” →

Psicologia Pediátrica

Psicólogo infantil

A infância é uma fase da vida em que tudo acontece a um ritmo alucinante. O desenvolvimento infantil é rápido e encerra em si uma série de tarefas de adaptação muito exigentes.

É uma etapa muito importante na vida e a forma como é vivida vai determinar o modo como a criança se vai autonomizar, construir a sua identidade e desenvolver a sua saúde física e emocional. Assim, a infância deverá ser feliz, tranquila, apoiada, cheia de boas experiências e muito amor. Porém, por vezes há problemas familiares, sociais ou até mesmo contextuais que impedem que a infância seja um período dourado da vida. Continue a ler “Psicologia Pediátrica” →

Higiene do sono e qualidade do sono

Higiene do sonoOs comportamentos de higiene do sono são elementos do estilo de vida que influenciam de forma positiva ou negativa a qualidade do sono (LeBourgeois et al., 2005), ou seja, são essencialmente comportamentos que podem contribuir em benefício ou em prejuízo do sono.

Uma higiene de sono adequada inclui uma rotina na hora de deitar, dormir num ambiente confortável, sossegado e não poluído e a diminuição de comportamentos inibidores do sono, como é o caso do consumo de tabaco, cafeína e álcool antes de deitar. Faz ainda parte de uma boa higiene do sono, evitar envolver-se em actividades física, psicológica ou emocionalmente estimulantes, cerca de uma hora antes de deitar (Wolfson, 2002). Continue a ler “Higiene do sono e qualidade do sono” →

Compreender a dor

DorA dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a um dano real ou potencial de tecidos. É um mecanismo de defesa do organismo que alerta o cérebro de que os seus tecidos podem correr perigo, embora a dor possa ocorrer sem que tenha havido um dano físico real.

Parece não haver uma relação directa entre uma lesão e a dor, daí o aspecto subjectivo do fenómeno doloroso. Os nociceptores são receptores sensoriais que enviam ao cérebro o sinal que causa a percepção da dor, em resposta a um estímulo que possui potencial de dano. O cérebro interpreta esse sinal como dor. Os nociceptoes podem ser activados por lesão mecânica dos tecidos ou pelo stresse. A percepção da dor é regulada pelo cérebro e é influenciada por factores físicos e psicológicos. Continue a ler “Compreender a dor” →

Este peso que eu carrego

Obesidade adolescenteO Marcelo tem 15 anos e tem um problema grave de obesidade. Foi encaminhado para a Consulta de Psicologia para fazer a avaliação necessária para a decisão de vir a ser  ou não sujeito a uma intervenção cirúrgica bariátrica.

O jovem entra no gabinete com ar de enfado e começa por dizer: “Estou farto disto, o médico disse que me ia operar e agora manda-me para aqui como se eu estivesse maluco. Não sei o que estou aqui a fazer… diga-me lá se vou ser operado ou não, senão é para fazer a operação eu nunca mais cá venho”, diz com agressividade.

É-lhe então explicado o motivo da sua presença na consulta. O Marcelo fica em silêncio, prolonga-se o silêncio, não responde a 2 ou 3 perguntas que a Psicóloga lhe faz. De repente, levanta-se e diz: “Vou-me embora que não estou para isto. Falar consigo não me vai tirar este peso que eu carrego!”

Psicologia Clínica da Saúde e da Doença

Psicologia da SaúdeA Psicologia é a ciência que estuda os processos mentais e o comportamento humano com o objectivo de os compreender, organizar, classificar, antecipar e modificar. A Psicologia da Saúde é a área disciplinar da Psicologia que diz respeito ao comportamento humano no contexto da saúde e da doença” (Weinman, 1990).

É o conjunto das contribuições educacionais científicas e profissionais da Psicologia para a promoção e manutenção da saúde, a prevenção e tratamento da doença, a identificação da etiologia e o diagnóstico das doenças e disfunções associadas e a análise e melhoria do sistema de saúde e das políticas de saúde” (APA Meeting 1980; Matarazzo 19982). A APA (American Psychological Association) enfatiza o papel do Psicólogo como profissional de saúde e não apenas como profissional da saúde mental. A intervenção oferecida pelos Psicólogos da saúde deve ser de cuidados inclusivos, isto é, ao longo do tempo, coordenados com os outros elementos da equipa de saúde e com recurso a outros especialistas sempre que necessário. Na sua prática interventiva, o Psicólogo da saúde deve reconhecer o papel dos sistemas (família, escola, comunidade, serviços de saúde) e dos factores contextuais, na saúde e na doença, e as suas funções são definidas num contínuo de promoção, prevenção, educação, consultoria e tratamento. Continue a ler “Psicologia Clínica da Saúde e da Doença” →

Terapia Cognitivo-Comportamental. O que é?

Terapia Cognitiva e ComportamentalA Terapia Cognitivo-Comportamental é uma abordagem específica, breve e focada no problema actual do cliente. Explica que o que nos afecta não são os acontecimentos em si mas sim a forma como os interpretamos é que vai influenciar, senão determinar, o modo como nos vamos sentir e comportar.

As terapias cognitivo-comportamentais têm por base vários modelos. O modelo de aprendizagem de competências, foca-se no desenvolvimento de reportórios adaptativos e competências específicas de autonomia, comunicação e relação interpessoal, bem como de autocontrolo e autorregulação emocional. O modelo de resolução de problemas ensina métodos para examinar os problemas e encontrar a melhor solução. Pensar alternativas, antecipar consequências, chegar a compromissos, ensaiar soluções, etc. Também o modelo de estruturação cognitiva tem o seu papel relevante na medida em que promove um funcionamento adaptativo, tanto comportamental como emocional, alterando os processos cognitivos disfuncionais. Permite identificar pensamentos, analisar a interligação de variáveis, analisar distorções da realidade e procurar interpretações mais realistas. Continue a ler “Terapia Cognitivo-Comportamental. O que é?” →

Preciso mesmo…

adição a jogos electrónicosO Rui tem 15 anos e um problema de obesidade e de adição a jogos electrónicos. Anda em Acompanhamento Psicológico para melhorar a sua adesão à dieta, ao plano de exercício físico e para controlo da sua utilização disfuncional dos meios electrónicos de comunicação em geral e em particular da sua consola de jogos.

Questionado sobre os seus comportamentos nessas áreas na semana anterior, o Rui responde: ” Foi mais ou menos… os 2 ou 3 dias depois da consulta faço tudo direitinho como combinamos mas depois vou-me relaxando… preciso mesmo de cá vir todas as semanas para me relembrar das minhas tarefas…”

Dor

DorPodemos definir dor como uma experiência sensório-emocional desagradável comum a todos os indivíduos, associada a danos reais ou potenciais, sendo a causa mais comum da procura de ajuda médica.

A dor pode ser mais ou menos aguda, sendo sempre subjectiva mas incomodativa. Sentimos dor quando uma parte do nosso corpo sofre um desequilíbrio funcional. A dor pode ter diferentes origens e níveis de intensidade e duração. Pode ser ligeira, moderada, ou intensa e passageira, intermitente ou crónica. Continue a ler “Dor” →

Envelhecimento activo e bem-sucedido

Envelhecimento activo

Com o alargamento da esperança média de vida e o consequente aumento de pessoas idosas, torna-se fundamental rever o seu papel na sociedade, na família e perante si mesmas.

O idoso encontra-se numa época de redescoberta, de recreação da sua própria identidade e de reorganização de objectivos, pelo que é importante que elabore nesta idade, um plano ou projecto de vida. Continue a ler “Envelhecimento activo e bem-sucedido” →