De volta ao tema da ansiedade e dos medos, descrevo de seguida alguns subtipos da Perturbação de Ansiedade. A diversidade é de facto considerável e muitos indivíduos apresentam critérios de diagnóstico para vários tipos de perturbação em simultâneo, ao mesmo tempo que também é frequente encontrar sujeitos com problemas de ansiedade a par com outros quadros clínicos do foro da saúde mental, como por exemplo a Depressão ou a Perturbação Obsessivo-compulsiva. Intervir é preciso!
A Perturbação de Pânico caracteriza-se pelo medo e desconforto físico intensos que se associam habitualmente à possibilidade de morte ou de perda do controlo sobre si mesmo. Em presença desta perturbação, os ataques de pânico ocorrem inesperada e recorrentemente. Correspondem a um período abrupto e intenso de medo que atinge o seu pico em poucos minutos e que pode ocorrer tanto a partir de um estado de tranquilidade como de ansiedade. Entre os sintomas podemos incluir a aceleração do ritmo cardíaco, palpitações, suores, tremores, sensação de falta de ar ou de dificuldade em respirar, dor no peito, mal-estar abdominal, sensação de tontura ou desmaio, medo de perder o controlo e medo de morrer. Para ser considerado um ataque de pânico, deverão estar presentes pelo menos 4 dos referidos sintomas. Continue a ler “Perturbações de Ansiedade: Um cardápio diversificado (2)”

As Perturbações de Ansiedade são problemáticas muito prevalentes na sociedade atual, principalmente entre as crianças e os adolescentes. E o que é afinal uma Perturbação de Ansiedade? As Perturbações de Ansiedade referem-se a perturbações que têm em comum características de medo e ansiedade persistentes e excessivos e todas as alterações do comportamento com eles relacionadas.
Nos seres humanos, a capacidade de comunicar através da fala é inata, sendo aperfeiçoada e utilizada ao longo do seu desenvolvimento.
A depressão tardia refere-se ao aparecimento de estados depressivos depois dos 65 anos. Muitas vezes a sintomatologia depressiva está associada à presença de doença física ou neurológica e à incapacidade ou às limitações decorrentes de estados de doença que levam ao declínio do estado geral do indivíduo.
O toque físico pode ser tão agradável como necessário. Várias são as teorias que defendem que a estimulação pelo toque favorece o bem-estar físico e emocional dos indivíduos. O toque terapêutico, como por exemplo a massagem, constitui-se como uma ferramenta eficaz no alívio e tratamento de determinados sintomas físicos de doença. O abraço é uma forma especial de toque que pode contribuir para o aumento do bem-estar físico e emocional.
Por mais voltas que se dê, nos dias de hoje a Internet está presente em todos os contextos das nossas vidas, para o bem e para o mal. Se uns de nós temos mais facilidade em controlar a sua utilização e fazê-lo de forma adequada, outros terão tendência a deixar-se levar mais facilmente pela panóplia de temas e actividades a que ela nos dá acesso.
Nos tempos que correm, a Internet e tudo o que ela nos possibilita e facilita são de grande importância no nosso dia-a-dia. À semelhança de outras modernices, ficámos reféns da sua utilização e ela faz parte das nossas vidas, de um modo mais ou menos permanente. Mas até que ponto a nossa utilização da Internet e dos meios de comunicação electrónicos é funcional ou desajustada? As questões que se seguem, orientam para uma primeira abordagem no rastreio e avaliação dos problemas relacionados com dependência da Internet.
Sente que a Internet e a sua utilização estão a ocupar demasiado espaço e tempo na sua cabeça e na sua vida? Pensa constantemente em actividades online que já realizou ou sente-se frequentemente ansioso pela sessão online seguinte? Sente que tem necessidade de utilizar a Internet por períodos de tempo cada vez maiores, para se sentir satisfeito? Já tentou reduzir, controlar ou até mesmo parar de utilizar a Internet, sem que tenha conseguido? Sente-se agitado, mal-humorado, triste, ou irritado quando tenta diminuir ou parar a utilização da Internet? Fica online por mais tempo do que aquele que pretendia inicialmente? Já pôs em risco uma relação pessoal, o emprego, ou o seu desempenho escolar/académico, por causa do modo como utiliza a Internet? Já mentiu a familiares, terapeutas ou outras pessoas para esconder o quanto utiliza a Internet? E pense bem, usa a Internet como um escape para os seus problemas ou como forma de aliviar sentimentos de impotência, culpa, ansiedade, tristeza, solidão ou outros?
Muitos pais procuram a ajuda do psicólogo tendo como principal queixa o decréscimo do rendimento escolar dos seus filhos, principalmente adolescentes. Associado ao decréscimo das notas, estão frequentemente relatos de desmotivação com a escola e com o estudo. É de facto um problema recorrente e gerador de conflito e grandes angustias, quer por parte dos pais, quer por parte dos jovens que se vêm a braços com uma realidade que não sabem muitas vezes como ultrapassar.