Focus Group

Gripos focaisUtilizamos a expressão investigação qualitativa como um termo genérico que agrupa diversas estratégias de investigação que partilham determinadas características. Os dados recolhidos são designados por qualitativos, o que significa que são ricos em pormenores descritivos relativamente a pessoas, locais e temas, e de complexo tratamento estatístico.

Faz parte desta metodologia a obtenção de dados descritivos mediante o contacto directo e interactivo do investigador com o objecto de estudo. O investigador procura compreender os fenómenos segundo a perspectiva dos participantes e da situação em estudo e daí fazer as suas interpretações (Neves, 1996). No âmbito da metodologia qualitativa podemos utilizar os grupos focais (focus group) na recolha de dados, que tem como objectivo compreender conhecimentos, percepções, crenças, atitudes, sentimentos e experiências dos indivíduos através dos seus múltiplos pontos de vista. Continue a ler “Focus Group” →

Dislexia

DislexiaA dislexia é uma dificuldade significativa na escrita e na leitura (descodificação das palavras) e  que tem na sua génese um défice a nível do sistema fonológico.

O Manual de Diagnóstico e Estatística das Doenças Mentais (DSM-V) classifica a dislexia como uma Perturbação da Aprendizagem Específica com défice na leitura e caracteriza-a por um padrão de leitura em que se verifica fundamentalmente, desde as primeiras fases de aprendizagem, uma grande dificuldade na identificação das palavras escritas.

Podemos ser disléxicos independentemente da nossa capacidade intelectual, no entanto, as crianças com baixas capacidades cognitivas, défices sensoriais, ou perturbações emocionais, para além de também poderem ter dislexia, terão nestes casos o seu problema intensificado, em consequência dos referidos défices. Continue a ler “Dislexia” →

Mutismo selectivo, quando ele não fala

Não falaSegundo o Manual Diagnóstico e Estatístico das Doenças Mentais (DSM V), o mutismo selectivo traduz-se na incapacidade persistente do indivíduo para falar em situações sociais específicas, nas quais se espera que o faça (ex. na escola), apesar de conseguir falar noutras situações.

Esta perturbação interfere no percurso educacional, profissional ou ainda na comunicação do indivíduo em contexto social. A duração mínima da perturbação é de um mês (excepto o primeiro mês de escola) e a incapacidade para falar não se deve a um desconhecimento ou desconforto com a língua exigida pela situação social. As características que conduzem ao diagnóstico incluem, não se juntarem com outros indivíduos em interacções sociais e as crianças com mutismo selectivo não iniciam a conversa nem respondem reciprocamente quando os outros falam com elas. A incapacidade para falar acontece em interacções sociais com crianças ou adultos. As crianças com mutismo selectivo falam quando estão em casa na presença de elementos da família mais próximos, mas com frequência não o fazem diante de amigos ou familiares mais afastados. Continue a ler “Mutismo selectivo, quando ele não fala” →

Ansiedade de Separação

Ansiedade separação

Dentro do espectro das perturbações de ansiedade na infância e na adolescência, a perturbação de ansiedade de separação é uma das formas mais expressivas e que pode ter consequências desadaptativas importantes.

Segundo a American Psychological Association (APA) esta perturbação é caracterizada por uma reacção anormal à separação de um ente próximo, separação esta que pode ser real ou imaginária e que interfere significativamente nas actividades diárias e no desenvolvimento do individuo. A criança/adolescente apresenta um medo excessivo da separação das figuras de vinculação, habitualmente os pais ou outros cuidadores que os substituam. Este medo pode começar a manifestar-se por volta dos 8 meses de idade, no entanto, a perturbação de ansiedade de separação tem por norma o seu início entre os 7 e os 12 anos, podendo porém ter um início precoce e manifestar-se antes dos 6 anos. A investigação nesta área aponta para uma prevalência de 3 a 13% em crianças e 1,8 a 2,4% em adolescentes, com maior incidência no sexo feminino (Costello & Angold, 1995). Continue a ler “Ansiedade de Separação” →

Profecias autoconfirmatórias

Profecias auto confirmatóriasA profecia autoconfirmatória é a tendência que temos para confirmar as nossas expectativas, sem nos darmos conta do quanto nós próprios contribuímos para esse processo. São pensamentos preditivos que uma vez emitidos se transformam na causa que os vai realizar, gerando deste modo uma expectativa que acabará por se cumprir.

Por exemplo, quando uma pessoa se sente triste e aborrecida e pensa que os que a rodeiam não têm interesse em estar com ela, a sua atitude de menor abertura e maior pessimismo sobre si mesma irá provavelmente levar a que os outros sintam de facto uma menor vontade de estar perto de si. O eventual distanciamento por parte dos outros, por sua vez, vai reforçar as expectativas iniciais dessa pessoa de que ela é realmente desagradável ou desinteressante, entrando assim num círculo vicioso. Continue a ler “Profecias autoconfirmatórias” →

Memória e formação de impressões

Formação de impressõesFormar uma impressão significa organizar a informação disponível acerca de uma pessoa de modo a podermos integrá-la numa categoria significativa para nós (Vala, J., & Monteiro, M. B, 2001).

Partindo da psicologia cognitiva, a abordagem da formação de impressões que tem como base a memória, tem o objectivo de analisar os processos cognitivos relacionados com aquisição, armazenamento e recuperação de informação. Assim sendo, é através dos esquemas mentais, isto é, estruturas cognitivas formadas por categorias, conceitos e conhecimentos anteriores que são utilizados de forma a darem coerência e sentido à nova informação permitindo categorizar e até avaliar uma pessoa quando num primeiro contacto formamos uma impressão. Continue a ler “Memória e formação de impressões” →

Inteligência emocional

Competências sociaisA inteligência emocional é a capacidade que cada um de nós tem para identificar as suas próprias emoções (raiva, zanga, frustração, alegria, surpresa, tristeza, etc.) e de as conseguir gerir e controlar de modo a  poder pensar de forma clara, conter a impulsividade e tomar as melhores decisões. É ainda a nossa capacidade de reconhecer as emoções dos outros, ou seja, de se conseguir colocar no lugar do outro.

A Inteligência emocional é fundamental para que o indivíduo se possa conhecer a si mesmo e compreender os outros ao mesmo temo que pode fazer de nós seres altruístas, empáticos, com facilidade nos relacionamentos sociais e que evitam o conflito. Reconhecer as nossas próprias emoções, significa identificar o que sentimos e ter a capacidade de o expressar de forma adequada. Por exemplo, se conseguirmos utilizar um sentimento de zanga, em benefício de algo que está a funcionar mal e em consequência da nossa acção, a situação melhorar, isso é ser emocionalmente inteligente. Pelo contrário, se sentirmos raiva e usarmos esse sentimento para agredir ou destruir algo, nada vai melhorar e o problema que despoletou esse sentimento possivelmente vai permanecer ou até mesmo piorar. Continue a ler “Inteligência emocional” →

Psicologia Pediátrica

Psicólogo infantil

A infância é uma fase da vida em que tudo acontece a um ritmo alucinante. O desenvolvimento infantil é rápido e encerra em si uma série de tarefas de adaptação muito exigentes.

É uma etapa muito importante na vida e a forma como é vivida vai determinar o modo como a criança se vai autonomizar, construir a sua identidade e desenvolver a sua saúde física e emocional. Assim, a infância deverá ser feliz, tranquila, apoiada, cheia de boas experiências e muito amor. Porém, por vezes há problemas familiares, sociais ou até mesmo contextuais que impedem que a infância seja um período dourado da vida. Continue a ler “Psicologia Pediátrica” →

Higiene do sono e qualidade do sono

Higiene do sonoOs comportamentos de higiene do sono são elementos do estilo de vida que influenciam de forma positiva ou negativa a qualidade do sono (LeBourgeois et al., 2005), ou seja, são essencialmente comportamentos que podem contribuir em benefício ou em prejuízo do sono.

Uma higiene de sono adequada inclui uma rotina na hora de deitar, dormir num ambiente confortável, sossegado e não poluído e a diminuição de comportamentos inibidores do sono, como é o caso do consumo de tabaco, cafeína e álcool antes de deitar. Faz ainda parte de uma boa higiene do sono, evitar envolver-se em actividades física, psicológica ou emocionalmente estimulantes, cerca de uma hora antes de deitar (Wolfson, 2002). Continue a ler “Higiene do sono e qualidade do sono” →

Perturbações do sono mais frequentes na adolescência

Dificuldades de sonoOs problemas de sono na adolescência são um fenómeno frequente e nem sempre transitório. Tendem a diminuir apenas marginalmente com a idade podendo tornar-se crónicos e exigir intervenção médica e psicológica (Fricke-Oerkermann, Pluck, Schredl, Heinz, Mitschke, Wiater et al., 2007).

Estes problemas, quando persistentes, podem levar a situações de stresse e a um pobre desempenho escolar ou ocupacional. A restrição aguda do sono leva a um aumento de respostas de afecto negativo como raiva, tristeza ou medo, influenciando as relações interpessoais (O’Brien & Mindell, 2005). No entanto, as dificuldades de sono em crianças e adolescentes são um tema que tende a ser negligenciado quer em contexto escolar, quer em contexto de saúde. Rosen, Zozula, Jahn & Carson (2001) referem que apenas 3% da população pediátrica com perturbações de sono está a ser diagnosticada correctamente e a ser tratada ou acompanhada por um profissional de saúde. Continue a ler “Perturbações do sono mais frequentes na adolescência” →