Decorreu nos passados dias 26 e 27 de Setembro, em Lisboa, o 1º Fórum da Saúde Mental. Um evento de extrema relevância atendendo à elevada prevalência de perturbações do foro psiquiátrico e psicológico na nossa população, assim como à pouca atenção que por vezes é dada às problemáticas relacionadas com a saúde mental, que, à semelhança por exemplo da saúde oral, parecem ser os parentes pobres da medicina, em especial no que se refere aos orçamentos a elas disponibilizados.
O evento em questão contou com a participação de inúmeros palestrantes de renome, e outros menos conhecidos mas com uma intervenção importante nas diversas áreas da saúde mental. Médicos, psiquiatras, psicólogos, investigadores e até um arquitecto e um mestre em teatro, entre outros, deram o seu precioso contributo, não só pela partilha de experiências e saberes mas principalmente pelos trabalhos que têm vindo a desenvolver junto às comunidades, os quais deram a conhecer, esperando-se que sejam inspiradores para que outros profissionais da área os possam replicar ou até aprimorar. Continue a ler “1º Fórum da Saúde Mental 2018 – Lisboa”
A prevalência de problemas de excesso de peso e obesidade, na infância e na adolescência, tem vindo a aumentar consideravelmente nas últimas décadas, tendo-se tornado num grave problema de saúde pública, não só em Portugal, mas também em muitos outros países da Europa e do mundo.
A perda frequente do controlo, os sentimentos de raiva e ressentimento, as discussões com adultos ou grupo de pares, o culpar os outros pelos seus próprios erros e o incumprimento de regras, são exemplos de atributos presentes nesta perturbação, que podem ter um impacto muito negativo nas diferentes áreas funcionais da criança ou do adolescente (e. g. familiar, educacional, social, …). Por vezes estes comportamentos podem observar-se apenas em casa ou com membros da família, e neste caso a perturbação é considerada de menor gravidade do que se os comportamentos se apresentarem de forma global, ou seja, nos vários contextos de vida da criança.
A presença dos meios electrónicos de comunicação na vida das nossas crianças é hoje em dia uma inevitabilidade. A televisão, o tablet, o computador e o telemóvel, são presenças assíduas na vida dos nossos filhos desde cedo. Estes dispositivos são frequentemente diabolizados, mas podem ter uma utilização útil e favorável se disponibilizados de forma equilibrada, como tudo na vida. Tornar-mo-nos reféns deles ou pior ainda, tornar as crianças dependentes desses meios é que me parece perigoso e desadequado e com efeitos prejudiciais, quer a curto, quer a longo prazo.
Na adolescência, os comportamentos auto lesivos e a ideação suicida, são dois problemas graves que têm vindo a aumentar a nível mundial (Williams & Bydalek, 2007). Em Portugal ocorrem todos os anos cerca de 600 casos de suicídio e 2400 comportamentos para-suicidas, estimando-se que seja a segunda causa de morte de jovens entre os 15 e os 24 anos, logo depois dos acidentes rodoviários.
O ser humano tem desde que nasce, a necessidade de comunicar com os outros. Comunicar é uma capacidade que se vai desenvolvendo ao longo da vida e que se vai aprimorando com a aquisição da linguagem falada, depois a escrita e também através da linguagem corporal, tão rica e tão clara que por vezes torna as palavras dispensáveis.
A dislexia é uma dificuldade significativa na escrita e na leitura (descodificação das palavras) e que tem na sua génese um défice a nível do sistema fonológico.
Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico das Doenças Mentais (DSM V), o mutismo selectivo traduz-se na incapacidade persistente do indivíduo para falar em situações sociais específicas, nas quais se espera que o faça (ex. na escola), apesar de conseguir falar noutras situações.