As perturbações habitualmente designadas de internalização ou de externalização, constituem um tipo específico de problema emocional e comportamental, que se manifestam em qualquer idade e com características bastante diversificadas.
As perturbações de internalização manifestam-se quando o sujeito tenta manter um controlo desajustado do seu estado emocional interno, utilizando para tal somente estratégias internas. Estas perturbações derivam da convergência de factores biológicos (ex. défice nos neurotransmissores), familiares (ex. conflitos conjugais ou parentais), acontecimentos de vida (ex.. morte de um familiar significativo, perda de capacidades físicas), factores cognitivos (ex. crenças erróneas) e factores comportamentais (ex. isolamento social). Podemos identificar vários tipos de perturbações de internalização, nomeadamente a depressão, a ansiedade, a somatização e a fobia social. Continue a ler “Internalização e externalização”

As Perturbações de Ansiedade são problemáticas muito prevalentes na sociedade atual, principalmente entre as crianças e os adolescentes. E o que é afinal uma Perturbação de Ansiedade? As Perturbações de Ansiedade referem-se a perturbações que têm em comum características de medo e ansiedade persistentes e excessivos e todas as alterações do comportamento com eles relacionadas.

A perturbação de ansiedade de separação caracteriza-se por manifestações de ansiedade excessiva e inadequada para o nível de desenvolvimento da criança/adolescente, relativa à separação da casa ou das pessoas a quem está vinculada.
A ansiedade é uma emoção humana básica, que surge sempre que uma situação é interpretada como perigosa. Tem uma função adaptativa de protecção, isto é, serve para alertar o indivíduo para situações novas ou ameaçadoras e permitir a execução rápida de acções para lidar com essas situações. Estas acções incluem fuga, imobilidade, defesa agressiva, submissão, etc.
A perda frequente do controlo, os sentimentos de raiva e ressentimento, as discussões com adultos ou grupo de pares, o culpar os outros pelos seus próprios erros e o incumprimento de regras, são exemplos de atributos presentes nesta perturbação, que podem ter um impacto muito negativo nas diferentes áreas funcionais da criança ou do adolescente (e. g. familiar, educacional, social, …). Por vezes estes comportamentos podem observar-se apenas em casa ou com membros da família, e neste caso a perturbação é considerada de menor gravidade do que se os comportamentos se apresentarem de forma global, ou seja, nos vários contextos de vida da criança.
A presença dos meios electrónicos de comunicação na vida das nossas crianças é hoje em dia uma inevitabilidade. A televisão, o tablet, o computador e o telemóvel, são presenças assíduas na vida dos nossos filhos desde cedo. Estes dispositivos são frequentemente diabolizados, mas podem ter uma utilização útil e favorável se disponibilizados de forma equilibrada, como tudo na vida. Tornar-mo-nos reféns deles ou pior ainda, tornar as crianças dependentes desses meios é que me parece perigoso e desadequado e com efeitos prejudiciais, quer a curto, quer a longo prazo.