Por mais voltas que se dê, nos dias de hoje a Internet está presente em todos os contextos das nossas vidas, para o bem e para o mal. Se uns de nós temos mais facilidade em controlar a sua utilização e fazê-lo de forma adequada, outros terão tendência a deixar-se levar mais facilmente pela panóplia de temas e actividades a que ela nos dá acesso.
Se muitos adultos sabem dar bom uso à Internet e ao que ela lhes permite, as crianças e os adolescentes têm tendencialmente mais dificuldade em controlar o tempo despendido em actividades online, bem como a seleccionar os conteúdos a que acedem. Se tem filhos ou crianças pequenas a seu cargo, deixo algumas recomendações que poderão ser muito úteis e que se levadas a sério e de forma consistente podem prevenir o flagelo da dependência da Internet, que actualmente tanto preocupa pais, educadores e outros profissionais que lidam diariamente com essa problemática. Continue a ler “Crianças: Prevenção da dependência da Internet”
Nos tempos que correm, a Internet e tudo o que ela nos possibilita e facilita são de grande importância no nosso dia-a-dia. À semelhança de outras modernices, ficámos reféns da sua utilização e ela faz parte das nossas vidas, de um modo mais ou menos permanente. Mas até que ponto a nossa utilização da Internet e dos meios de comunicação electrónicos é funcional ou desajustada? As questões que se seguem, orientam para uma primeira abordagem no rastreio e avaliação dos problemas relacionados com dependência da Internet.
Sente que a Internet e a sua utilização estão a ocupar demasiado espaço e tempo na sua cabeça e na sua vida? Pensa constantemente em actividades online que já realizou ou sente-se frequentemente ansioso pela sessão online seguinte? Sente que tem necessidade de utilizar a Internet por períodos de tempo cada vez maiores, para se sentir satisfeito? Já tentou reduzir, controlar ou até mesmo parar de utilizar a Internet, sem que tenha conseguido? Sente-se agitado, mal-humorado, triste, ou irritado quando tenta diminuir ou parar a utilização da Internet? Fica online por mais tempo do que aquele que pretendia inicialmente? Já pôs em risco uma relação pessoal, o emprego, ou o seu desempenho escolar/académico, por causa do modo como utiliza a Internet? Já mentiu a familiares, terapeutas ou outras pessoas para esconder o quanto utiliza a Internet? E pense bem, usa a Internet como um escape para os seus problemas ou como forma de aliviar sentimentos de impotência, culpa, ansiedade, tristeza, solidão ou outros?
As crianças que apresentam comportamentos muito difíceis, cujos pais desesperam e vivem na angústia de não conseguirem lidar tranquilamente com os seus filhos, podem ter melhorias significativas se procurarem ajuda psicológica. Não é necessário que a criança tenha dificuldades ao nível de uma perturbação neuropsiquiátrica, para que possa ou deva ser alvo de intervenção psicológica.
Muitos pais procuram a ajuda do psicólogo tendo como principal queixa o decréscimo do rendimento escolar dos seus filhos, principalmente adolescentes. Associado ao decréscimo das notas, estão frequentemente relatos de desmotivação com a escola e com o estudo. É de facto um problema recorrente e gerador de conflito e grandes angustias, quer por parte dos pais, quer por parte dos jovens que se vêm a braços com uma realidade que não sabem muitas vezes como ultrapassar.
Quem é que nunca teve um pesadelo? E pesadelos recorrentes e perturbadores? Saiba que o Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM-5) classifica como Perturbação de Pesadelos a ocorrência repetida de sonhos prolongados, extremamente perturbadores e que são facilmente recordados após o despertar, envolvendo em geral esforços para evitar ameaças à sobrevivência, segurança ou integridade física.

A perturbação de ansiedade de separação caracteriza-se por manifestações de ansiedade excessiva e inadequada para o nível de desenvolvimento da criança/adolescente, relativa à separação da casa ou das pessoas a quem está vinculada.
A dislexia é uma perturbação da aprendizagem específica que se caracteriza por um desempenho na leitura substancialmente abaixo do esperado, no que diz respeito à exactidão, velocidade ou compreensão, tendo em conta a idade, as capacidades cognitivas e o nível de escolaridade do aluno. Traduz-se assim numa dificuldade na correcção e fluência na leitura de palavras.
A entrevista motivacional é considerada por si só, não apenas como uma trivial entrevista de recolha de informação mas principalmente como um modelo de intervenção terapêutica. Baseada em constructos da psicologia social experimental como, por exemplo, a atribuição causal, a dissonância cognitiva e a auto-eficácia, esta entrevista tem características muito específicas e uma eficácia cientificamente comprovada.