Crianças: Prevenção da dependência da Internet

Jogos onlinePor mais voltas que se dê, nos dias de hoje a Internet está presente em todos os contextos das nossas vidas, para o bem e para o mal. Se uns de nós temos mais facilidade em controlar a sua utilização e fazê-lo de forma adequada, outros terão tendência a deixar-se levar mais facilmente pela panóplia de temas e actividades a que ela nos dá acesso.

Se muitos adultos sabem dar bom uso à Internet e ao que ela lhes permite, as crianças e os adolescentes têm tendencialmente mais dificuldade em controlar o tempo despendido em actividades online, bem como a seleccionar os conteúdos a que acedem. Se tem filhos ou crianças pequenas a seu cargo, deixo algumas recomendações que poderão ser muito úteis e que se levadas a sério e de forma consistente podem prevenir o flagelo da dependência da Internet, que actualmente tanto preocupa pais, educadores e outros profissionais que lidam diariamente com essa problemática. Continue a ler “Crianças: Prevenção da dependência da Internet” →

Perturbação de Pesadelos

PesadelosQuem é que nunca teve um pesadelo? E pesadelos recorrentes e perturbadores? Saiba que o Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM-5) classifica como Perturbação de Pesadelos a ocorrência repetida de sonhos prolongados, extremamente perturbadores e que são facilmente recordados após o despertar, envolvendo em geral esforços para evitar ameaças à sobrevivência, segurança ou integridade física.

Estes sonhos geralmente ocorrem na segunda metade do período principal do sono, sendo que ao despertar, o sujeito fica rapidamente orientado e alerta. Para que possa ser classificada como Perturbação de Pesadelos, esta deverá ainda ser causadora de um mal-estar clinicamente significativo ou disfunção numa das áreas do funcionamento individual (e. g. social, laboral, ocupacional) e os sintomas desta perturbação não poderão estar associados a efeitos causados pela utilização de algum medicamento ou pelo consumo de outro tipo de substâncias. Esta perturbação, à semelhança de muitas outras, pode estar associada a outras comorbilidades e pode ser classificada como ligeira, grave ou moderada no que diz respeito à gravidade e aguda, subaguda ou persistente, consoante a sua duração. Continue a ler “Perturbação de Pesadelos” →

Tenho um aluno disléxico, e agora?

sala de aulaA dislexia é uma perturbação da aprendizagem específica que se caracteriza por um desempenho na leitura substancialmente abaixo do esperado, no que diz respeito à exactidão, velocidade ou compreensão, tendo em conta a idade, as capacidades cognitivas e o nível de escolaridade do aluno. Traduz-se assim numa dificuldade na correcção e fluência na leitura de palavras.

Muitos professores, vêm-se frequentemente a braços com a dificuldade de terem uma ou mais crianças disléxicas entre os seus alunos. Este facto pode constituir um grande desafio, sobretudo para os professores menos experientes. No sentido de ajudar não só o professor a lidar com essa situação mas também para promover a aprendizagem das crianças com essa condição, aqui ficam algumas dicas, que podem ser úteis não apenas para alunos com dislexia como também para crianças com défice de atenção, problemas de concentração ou hiperactividade. Continue a ler “Tenho um aluno disléxico, e agora?” →

Time in, time out e os comportamentos difíceis das crianças

ComportamentosUma das principais intervenções para a gestão de comportamentos disruptivos em crianças é fornecer aos pais estratégias de gestão de comportamentos. As técnicas de treino parental foram cuidadosamente documentadas e têm suporte empírico significativo na literatura como uma intervenção para problemas de comportamento em crianças.

 Existem alguns componentes-chave para a maioria dos programas de treino parental, incluindo a psicoeducação, o ensino de como fornecer atenção diferencial aos comportamentos das crianças, como fornecer instruções eficazes, como usar consequências como recompensas e em tempo apropriado e como integrar essas habilidades num abrangente plano de gestão comportamental. Os programas de treino parental são normalmente oferecidos em formatos de 8 a 12 sessões, muitas vezes promovendo competências de acordo com a fase de desenvolvimento da criança. Cada competência é ensinada através de informações didácticas, bem como modelagem e role playing com a mãe/pai e/ou a criança no consultório. Continue a ler “Time in, time out e os comportamentos difíceis das crianças” →

Crianças, comportamentos e instrução eficaz

Comportamentos crianças

Os comportamentos desajustados das crianças cumprem na maioria das situações, um papel no seu desenvolvimento, associado ao teste dos limites e regras, às imposições por parte dos adultos e aos seus próprios processos de autorregulação emocional.

Todos nós, pais, educadores e outros profissionais que lidamos frequentemente com crianças, já nos deparamos inúmeras vezes, com birras amuos e outros comportamentos desajustados e que por vezes nos põem à prova. As crianças, como seres em desenvolvimento acelerado, passam por várias fases num relativamente curto espaço de tempo, tendo que se adaptar constantemente às exigências de cada uma das fases do desenvolvimento normativo. Por vezes, comportam-se mal porque não sabem fazer de outra maneira, porque ainda não aprenderam a fazer diferente. Continue a ler “Crianças, comportamentos e instrução eficaz” →

Mudar comportamentos

Mudança comportamentalMudar um comportamento pode não ser tarefa fácil. Muitas vezes, mudar um comportamento implica alterar hábitos de longa duração, ou seja, acções já há muito tempo mantidas e que podem efectivamente, estar já automatizadas no nosso dia-a-dia.

Para que haja a mudança de um comportamento, a pessoa precisa de ter intenção de o fazer, ou melhor, estar motivada para essa mudança. Para além disso precisa de tomar decisões e de planear acções, isto é, encontrar comportamentos alternativos para poder substituir aqueles que quer ver modificados. Para estas tarefas, a ajuda do/a psicólogo/a é fundamental para que o individuo se sinta apoiado na tomada de decisões mas também para iniciar as novas rotinas. Tão importante como adoptar novos comportamentos, mais adaptativos, é conseguir mantê-los, resistindo às tentações e por vezes ao que é mais fácil, ao que está habituado. Continue a ler “Mudar comportamentos” →

Assertividade – uma mais-valia na sua vida!

Comunicação assertivaA assertividade é uma competência social, que permite que o indivíduo defenda os seus direitos pessoais, expresse os seus pensamentos, sentimentos e crenças, de forma honesta, clara e adequada, ao mesmo tempo que respeita os direitos e opiniões dos outros. A comunicação assertiva promove uma melhor comunicação interpessoal e consequentemente relações pessoais mais gratificantes, maior realização pessoal e melhor qualidade de vida.

Cada indivíduo tem naturalmente o seu estilo próprio de comunicação. Uns mais passivos, outros mais agressivos, enfim, ser assertivo pode não ser propriamente uma característica inata comum mas com motivação e empenho, todos nós podemos aprender e treinar a assertividade e obter resultados surpreendentes ao nível dos relacionamentos, nos mais variados contextos de vida. Continue a ler “Assertividade – uma mais-valia na sua vida!” →

As doenças, os factores de risco e o papel do psicólogo

Psicologia da saude e da doençaSegundo a Direcção Geral de Saúde (2016), as doenças com maior impacto na população portuguesa são: o cancro (18,5%), as doenças cardiovasculares (15,4%), os problemas de saúde mental e comportamental (8,9%), as doenças respiratórias (4,1%) e a diabetes (3,6%).

Para todas estas patologias, os factores de risco são um traço comum. Desde os hábitos alimentares, à hipertensão, passando pelo excesso de peso e os consumos excessivos de tabaco e álcool, todos estes comportamentos estão de algum modo relacionados com as referidas patologias mas também associados entre si. Daí se conclui que a prevenção da doença e a promoção da saúde deverá incidir na mudança comportamental para a implementação de hábitos de vida saudáveis. E qual é o papel do psicólogo a este nível? Continue a ler “As doenças, os factores de risco e o papel do psicólogo” →

1º Fórum da Saúde Mental 2018 – Lisboa

forumDecorreu nos passados dias 26 e 27 de Setembro, em Lisboa, o 1º Fórum da Saúde Mental. Um evento de extrema relevância atendendo à elevada prevalência de perturbações do foro psiquiátrico e psicológico na nossa população, assim como à pouca atenção que por vezes é dada às problemáticas relacionadas com a saúde mental, que, à semelhança por exemplo da saúde oral, parecem ser os parentes pobres da medicina, em especial no que se refere aos orçamentos a elas disponibilizados.

O evento em questão contou com a participação de inúmeros palestrantes de renome, e outros menos conhecidos mas com uma intervenção importante nas diversas áreas da saúde mental. Médicos, psiquiatras, psicólogos, investigadores e até um arquitecto e um mestre em teatro, entre outros, deram o seu precioso contributo, não só pela partilha de experiências e saberes mas principalmente pelos trabalhos que têm vindo a desenvolver junto às comunidades, os quais deram a conhecer, esperando-se que sejam inspiradores para que outros profissionais da área os possam replicar ou até aprimorar. Continue a ler “1º Fórum da Saúde Mental 2018 – Lisboa” →

Os pais e o seu envolvimento na intervenção psicológica dos filhos

 

PediatriaEm psicologia clínica pediátrica, o papel dos pais ou de outros cuidadores que os substituam, assume uma importância extrema em termos do sucesso da intervenção.

Começando pela consulta de triagem, pelo menos um dos pais procura ajuda psicológica por verificar alguma alteração preocupante no comportamento da criança ou por vezes, por ele próprio sentir que está com dificuldade em lidar, com uma ou mais áreas funcionais que envolvem a sua tarefa de cuidador. É importante que as dificuldades ou os motivos que levam à busca de ajuda, sejam bem esclarecidos, no sentido de se orientar a avaliação do caso, de uma forma detalhada, completa e adequada. Continue a ler “Os pais e o seu envolvimento na intervenção psicológica dos filhos” →