Idade escolar

Crianças 6-8 anosOs seis anos são uma idade muito importante na vida de uma criança e na vida da sua família, uma vez que é por norma a idade da entrada para a escola, ou seja, para o primeiro ano do ensino básico.

O início do percurso escolar de uma criança é também um marco no seu desenvolvimento cognitivo e social. Aos 6 anos as crianças já compreendem o ponto de vista dos outros e por isso têm consciência de que os outros podem pensar de um modo diferente do seu. O seu pensamento é concreto, isto é, conseguem perceber vários aspectos de um problema simples ao mesmo tempo. A capacidade de concentração aumenta para períodos de tempo mais longos o que vai facilitar o seu envolvimento nas tarefas escolares. Continue a ler “Idade escolar” →

A idade pré-escolar

3-5 anosAs crianças em idade pré-escolar (3 aos 5 anos) encontram-se num período do seu desenvolvimento motor, cognitivo e social, caracterizado por grandes mudanças. Estas mudanças que se manifestam através do pensamento e do comportamento da criança deverão ser apoiadas e acompanhadas com particular atenção por parte dos pais, cuidadores e educadores.

A partir dos 3 anos, a criança já consegue usar a imaginação, pensar e fantasiar acerca de situações, pessoas ou objectos, sem que estes estejam presentes.  Esta capacidade para usar a imaginação poderá levar a criança a imaginar algumas situações menos tranquilas, sentir medos ou ter pesadelos. Torna-se importante que os adultos cuidadores fiquem atentos à necessidade da criança ser tranquilizada, em relação a receios ou medos infundados, no sentido de prevenir futuros problemas relacionados com a ansiedade. Continue a ler “A idade pré-escolar” →

Bebés crescidos – Birras!

Comportamentos difíceisA partir dos 18 meses as crianças apresentam um desenvolvimento e uma evolução enormes. Após a aquisição da marcha e da fala, as crianças a partir do ano e meio passam a ter já competências cognitivas e sociais que lhes permitem uma maior interacção com os outros.

Em termos de desenvolvimento cognitivo, a partir dessa idade é suposto que a criança tenha imagens mentais de pessoas e objectos que não estejam presentes e que use a imaginação e comece com as brincadeiras do faz-de-conta. Usam objectos para representar pessoas, por exemplo, uma boneca para representar a mãe ou um bebé e conseguem já contar ou descrever os acontecimentos do dia-a-dia e imitar acções e acontecimentos ocorridos no passado. Compreendem que as imagens e as fotografias representam pessoas e objectos reais e têm alguma noção do tempo ainda que vaga e por vezes confundam os significados de hoje, amanhã e ontem. Continue a ler “Bebés crescidos – Birras!” →

Crianças à mesa…

Crianças à mesa

Quem é que nunca ouviu alguém dizer, ou não disse já, que a sua criança é muito “má para comer”? Pois é, há crianças com as quais as horas das refeições são uma autêntica dor de cabeça. O almoço e o jantar podem mesmo constituir momentos de grande stresse familiar.

Por vezes, a criança começa por não querer deixar o que está a fazer para ir comer. Depois, mostra dificuldade em se sentar à mesa de forma adequada e pior ainda, recusa-se permanecer à mesa durante toda a refeição. E quem nunca caiu na tentação de colocar a criança em frente do televisor ou do tablet para que fique distraída e lá vá comendo a sopa? Enfim, um problema, já para não falar da sujidade que algumas crianças fazem com a comida e que leva os pais a ficarem “à beira de um ataque de nervos”, ou as que deixam a comida toda no prato…

Pois bem, se se revê em alguma destas situações, tente ficar calmo e saiba em primeiro lugar que não está sozinho, e em segundo lugar que há estratégias que podem ajudar a evitar algumas destas situações. O melhor mesmo é começar por entender o que se passa com a sua criança em termos de desenvolvimento. Continue a ler “Crianças à mesa…” →

Quando o bebé chora…

Bebé que choraLidar com o choro dos nossos filhos pequenos pode por vezes ser um grande desafio nas nossas vidas. É sem dúvida um teste à nossa paciência e à nossa capacidade de entender e responder de forma adequada a esse mesmo desafio.

Os bebés não são todos iguais, e nós, os pais, também não. À nossa maneira tentamos fazer todos, ou quase todos, o melhor que sabemos para que as nossas crianças cresçam e se desenvolvam o melhor possível. Mas como lidar com um bebé chorão ao qual parece que tudo incomoda? O que fazer com um bebé que chora, grita e esperneia, a toda a hora, e que deixa os pais desesperados, cansados e ansiosos? Continue a ler “Quando o bebé chora…” →

Estilos de comunicação

Estilos de comunicaçãoO ser humano tem desde que nasce, a necessidade de comunicar com os outros. Comunicar é uma capacidade que se vai desenvolvendo ao longo da vida e que se vai aprimorando com a aquisição da linguagem falada, depois a escrita e também através da linguagem corporal, tão rica e tão clara que por vezes torna as palavras dispensáveis.

Cada um de nós, ao seu jeito e influenciado por factores diversos, tem o seu estilo próprio de comunicação. O temperamento de cada um de nós dá o seu contributo à forma como nos expressamos, assim como a educação, o contexto e a cultura em que nos inserimos. Uns mais calmos e doces, outros mais bruscos e intempestivos, cada um diferente do outro e igual a si mesmo. Continue a ler “Estilos de comunicação” →

Um abraço que incomoda

Desconforto AssertividadeAlguns de nós já nos deparámos ao longo das nossas vidas com pessoas que precisam de muita atenção. De uma atenção desmedida e às vezes despropositada. Alguém que se cola a nós, por vezes apenas porque calha, outras vezes porque lhe inspiramos confiança, segurança ou até mesmo porque lhe fazemos lembrar alguém de muito significativo, que por uma ou outra razão, não está presente.

De um modo geral, vivemos a nossa vida afectiva com pessoas que nos são próximas, quer seja porque nos unem laços de sangue, ou porque as escolhemos como amigas ou companheiras. O estranho é quando alguém que mal conhecemos nos acha graça e se aproxima de nós de uma forma que se torna incomodativa, sem que nos tenha visto mais do que apenas uma ou duas vezes e sem que lhe tenhamos dado espaço para o fazer. Continue a ler “Um abraço que incomoda” →

Alunos desmotivados

Desmotivação escolar

Parecem ser cada vez mais frequentes as queixas dos pais em relação à desmotivação dos filhos para o estudo. Deparo-me muitas vezes na minha prática clínica com casos de adolescentes e até algumas crianças mais novas, que revelam grande desinteresse pela escola, ou seja, pelas aulas e pelas matérias.

Palavras como é uma seca, não tenho paciência, não preciso de saber aquilo para nada, etc., são ouvidas amiúde e causam grande preocupação a pais, professores e outros profissionais, como é o caso dos psicólogos. As causas deste desinteresse e falta de empenho de alguns jovens na vida escolar são multifactoriais e algumas delas difíceis de contornar mas os efeitos que esta desmotivação tem nos nossos miúdos é sem dúvida nefasto. Torna-se imperativo ajudar estes jovens, quer através de uma intervenção que promova o aumento da sua motivação e autoeficácia, quer no treino de estratégias de aprendizagem e monitorização das mesmas.

 Em contexto de intervenção/acompanhamento psicológico, após a avaliação psicológica do jovem, torna-se necessária a avaliação da sua disponibilidade para mudar, isto é, do seu envolvimento num plano de mudança. Estará a criança/adolescente disposta a deixar-se ajudar? Estará disposta a mudar algo em si, na sua forma de pensar e de se comportar no sentido de aumentar a sua motivação e melhorar o seu desempenho? Continue a ler “Alunos desmotivados” →

Psicologia Pediátrica

Psicólogo infantil

A infância é uma fase da vida em que tudo acontece a um ritmo alucinante. O desenvolvimento infantil é rápido e encerra em si uma série de tarefas de adaptação muito exigentes.

É uma etapa muito importante na vida e a forma como é vivida vai determinar o modo como a criança se vai autonomizar, construir a sua identidade e desenvolver a sua saúde física e emocional. Assim, a infância deverá ser feliz, tranquila, apoiada, cheia de boas experiências e muito amor. Porém, por vezes há problemas familiares, sociais ou até mesmo contextuais que impedem que a infância seja um período dourado da vida. Continue a ler “Psicologia Pediátrica” →

Compreender a dor

DorA dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a um dano real ou potencial de tecidos. É um mecanismo de defesa do organismo que alerta o cérebro de que os seus tecidos podem correr perigo, embora a dor possa ocorrer sem que tenha havido um dano físico real.

Parece não haver uma relação directa entre uma lesão e a dor, daí o aspecto subjectivo do fenómeno doloroso. Os nociceptores são receptores sensoriais que enviam ao cérebro o sinal que causa a percepção da dor, em resposta a um estímulo que possui potencial de dano. O cérebro interpreta esse sinal como dor. Os nociceptoes podem ser activados por lesão mecânica dos tecidos ou pelo stresse. A percepção da dor é regulada pelo cérebro e é influenciada por factores físicos e psicológicos. Continue a ler “Compreender a dor” →